Why I love William Christenberry’s photographic work

I don’t know if you, like me, are fans of photography work by Stephen Shore (born 1947 in New York-USA), an American photographer famous for his photographs – as many critics say – “of objects, everyday scenes or banal, and for pioneering the use of color in artistic photography “. Without a doubt, Stephen Shore’s photographic work is really very good. But (perhaps motivated by my personal identification with the photography theme) – and as there is always a ‘but’ in life – there is in my opinion, another photographer, also American, who is also considered the pioneer of worldwide color photography called William Christenberry (born on 1936 in Tuscaloosa, Alabama and died on 2016 in Washington, DC-USA). In my opinion – that coincides with that of a large number of critics – Christenberry is as well a great master in color photography.(texto em português ao final)

William Christenberry (1977) Uniontown, Alabama

Uniontown, Alabama-USA. 1977.

As Patricia Bauer (https://www.britannica.com/biography/William-Christenberry) states, William Christenberry’s work in photography corresponds to “poetic documentation of architecture, signage and vernacular landscape” through “capturing moments of peaceful beauty” on a sometimes mythical terrain that, with its worn iconography and buildings turned into ruins, evokes the shape and power of the passage of time“. It is exactly in this sense, for this feeling that I am captivated by the work of this photographer.

I recommend that you consult the website cited to see other curious and beautiful details of this photographer’s career where the author points out that Christenberry’s work “carries a strong sense of place and the passage of time.”

Christenberry used his camera ‘just’ to capture images for his paintings until he met the literary work of James Agee and the photographic work of Walker Evans in “Let us now praise famous men” (here in Brazil published by ‘Companhia das Letras’ in 2009 translated by Caetano W. Galindo and prefaced by the great Matinas Suzuki Jr under the title in Portuguese “Elogiemos os homens ilustres“). Walker Evans(*), as a great photographer whom he was, ‘showed‘ Christenberry ‘the path of stones‘ in photography that started with na indication for a job at Life-Time and ended up showing him that his photos were true art.

(*)”Young man, there is something about how you use that little camera. It has become a perfect extension of your eye. You know exactly where to stand. And I encourage you to take it seriously.” Walker Evans.

I read in a LensCulture article(*) that Christenberry maintained his professional interests intensely personal during his entire career. And – for me, a main aspect – Christenberry “valued vernacular architecture and signs from the southern United States” that he photographed so well year after year with the intention of “showing the deterioration and changes brought about by time and nature and human intervention”.

(*) https://www.lensculture.com/articles/william-christenberry-william-christenberry

This aspect of the record of ‘vernacular architecture’ – which I greatly admire in Christenberry’s work – I do not see it in Shore’s work mentioned earlier. For me this is a marked difference in the work of the two artists. As it is pointed out in a short biography of himself from ArtsyNet ((*)https://www.artsy.net/artist/william-christenberry):

(*)”Christenberry manages to avoid clichés while eliciting emotional responses to his representations of a bygone era. He strives to reflect, as it describes, the human touch, the humanity of things, the positive, and sometimes the negative, and sometimes the sad.” I find this analysis of Christenberry’s work wonderful and extremely appropriate”.

Christenberry’s work mainly consists of the vernacular buildings of churches, huts, houses and wooden facades of buildings in the southern USA. As much is read in several articles about this work, the real motivations behind his work are things like family history and the importance it had for him, and the deep attachment that the artist had to the places where he photographs, the which is clearly demonstrated by the repetition of returning to the same places. His photographs do not show human figures, but it is what is framed in each one that creates that feeling of attachment and presence of something that already existed (see: https://gabriellefulton.wordpress.com/2015/03/04 / artist-research-william-christenberry/).

Finally, it is very important to record what Christenberry thought of his work(*): “I don’t want my work to be thought of in terms of nostalgia,” he said. “It is about place and a sense of place. I only take pictures when I go home. I am not looking back yearning for the past, but for the beauty of time and the passage of time“. (*)https://www.theguardian.com/artanddesign/2016/dec/04/william-christenberry-obituary)

The photos presented – some of my favorite photos of this great American photographer and artist – are by way of illustration only because Christenberry’s photos can be easily seen on various websites and in his books.

Texto em português.

Porque amo o trabalho fotográfico de William Christenberry.

Não sei se vocês, como eu, são fãs do trabalho na fotografia de Stephen Shore (nascido em 1947 em Nova York-EUA), um fotógrafo americano famoso por suas fotografias – como é dito pro muitos críticos – “de objetos, cenas cotidianas ou banais, e pelo pioneirismo no uso de cor na fotografia artística”. Sem sombra de dúvidas, o trabalho fotográfico de Stephen Shore é realmente muito bom. Mas (talvez motivado pela minha identificação pessoal com o tema da fotografia de Christenberry ) – e como na vida há sempre um ‘mas’ – , há – pelo menos para mim – um outro fotógrafo, também americano, que também é considerado o pioneiro da fotografia colorida mundial que se chama William Christenberry (nascido em 05/11/1936 em Tuscaloosa, Alabama e falecido em 28/11/2016 em Washington, DC-USA). Na minha opinião que coincide com a de um vasto número de críticos, Christenberry é um grande mestre na fotografia colorida.

Como afirma Patricia Bauer (https://www.britannica.com/biography/William-Christenberry) o trabalho de William Christenberry na fotografia corresponde a “uma documentação poética da arquitetura, sinalização (i.e., de ruas e estradas) e paisagem vernacular” através da “captura momentos de beleza tranquila em um terreno às vezes mítico que, com sua iconografia gasta e edifícios transformados em ruínas, evoca a forma e o poder da passagem do tempo“. É exatamente neste sentido, por este sentimento que me sinto cativado pelo trabalho deste fotógrafo.

Eu recomendo que consultem o site citado para ver outros detalhes curiosos e bonitos da carreira deste fotógrafo onde a autora pontua que o trabalho de Christenberry “carrega um forte senso de lugar e de passagem do tempo“.

Christenberry usava sua câmera fotográfica ‘apenas’ para captar imagens para suas pinturas até que conheceu o trabalho literário de James Agee e fotográfico de Walker Evans em “Let us now praise famous men” (aqui no Brasil publicado pela Companhia das Letras em 2009 traduzido por Caetano W. Galindo e prefaciado pelo grande Matinas Suzuki Jr sob o título “Elogiemos os homens ilustres“). Walker Evans(*), como grandioso fotógrafo que era, ‘mostrou’ a Christenberry ‘o caminho das pedras’ na fotografia que começou com um emprego arranjado por Evans na Life-Time e terminou por mostrar-lhe que suas fotos eram arte verdadeira.

(*)”Jovem, há algo sobre como você usa essa pequena câmera. Tornou-se uma extensão perfeita do seu olho. Você sabe exatamente onde ficar. E eu encorajo você a levar a sério.” Walker Evans.

Leio num artigo da LensCulture (*) que Christenberry manteve seus interesses profissionais intensamente pessoais durante toda a sua carreira. E – para mim, um aspecto principal – “Christenberry valorizou a arquitetura vernacular e as sinais do sul dos Estados Unidos, que também são fotografadas ano após ano com a intenção de mostrar a deterioração e as mudanças provocadas pelo tempo, pela natureza e pela intervenção humana”. (*)https://www.lensculture.com/articles/william-christenberry-william-christenberry

Esse aspecto do registro da arquitetura vernacular – que muito admiro no trabalho de Christenberry – eu não o vejo no trabalho de Shore antes citado. Para mim esta é uma diferença marcante nos trabalhos dos dois artistas. Como aponta em uma curta biografia sua da ArtsyNet (https://www.artsy.net/artist/william-christenberry) “Christenberry consegue evitar clichês enquanto desencadeia respostas emocionais às suas representações de uma época passada. Ele se esforça para refletir, como descreve, o toque humano, a humanidade das coisas, o positivo e, às vezes, o negativo e, às vezes, o triste”. Acho maravilhosa e extremamente adequada essa análise do trabalho de Christenberry”.

O trabalho de Christenberry consiste principalmente nos edifícios vernaculares das igrejas, cabanas, casas e fachadas de madeira das edificações do sul dos EUA. Como muito se lê em diversas matérias sobre este trabalho é que as verdadeiras motivações por trás de seu trabalho são coisas como a história da família e a importância que ela tinha para ele, e o profundo apego que o artista tinha aos lugares onde fotografa, o que é claramente demonstrado pela repetição de voltar aos mesmos lugares. Seu fotografias não mostra figuras humanas, mas é o que está enquadrado em cada uma que cria esse sentimento de apego e presença de algo que já existia mais(ver:https://gabriellefulton.wordpress.com/2015/03/04/artist-research-william-christenberry/).

Finalmente é muito importante registrar o que Christenberry pensava sobre seu trabalho: “Não quero que meu trabalho seja pensado em termos de nostalgia”, disse ele. “Trata-se de lugar e senso de lugar. Só faço fotos quando vou para casa. Não estou olhando para trás ansiando pelo passado, mas pela beleza do tempo e pela passagem do tempo”. (https://www.theguardian.com/artanddesign/2016/dec/04/william-christenberry-obituary)

As fotos apresentadas – algumas fotos preferidas minhas deste grande fotógrafo e artista americano – são a título de ilustração apenas pois as fotos de Christenberry podem ser facilmente vistas em diversos sites pela internet e em seus livros.

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