“The window of my studio” by Josef Sudek (1986-1976) (text written on July 24/2017) (texto em português ao final)

Maybe I shouldn’t start this post by inviting you to read it in full…..But, you will see that the subject treated in it is extremely topical given that it has everything to do with this condition of social distance (I would even dare to say, of social seclusion) that the world lives in these times of COVID-19.  TEXTO EM PORTUGUÊS AO FINAL.
The story I want to tell begins like this.

The documentary photographer and writer, Stuart Franklin, author of the book “The Documentary Impulse” (Phaidon, 2016) comments, in a very rich way in details and precision, works of several great documentary photographers of all times and, concentrates from from a point in the book about what the great ‘humanist photographers’ are and who they were. At this point in the text (a chapter called: “Photography´s bid for a better world” that perhaps can be translated as “the offer of photography for a better world”) asks (to the readers and I believe, to himself): “So, is humanistic photography contingent on a human subject? ”, given that up to this point the book (on page 77) reports many projects in which documentary photography does not give up being framed in, and framing people.

Then, he examines and discusses the works of several authors (photographers) in which his photographs do not include people and yet, and in many times, more eloquently, it is even more humanistic than others that frame people. He then looks at the work and life of the great Czech photographer Josef Sudek (1986-1976) (in addition to commenting more briefly on the humanistic side of photography by some other authors such as André Kertész and Walker Evans and others, much more current, such as Shannon Jensen and Donavan Wylie).

I write all this to report that the analysis of Josef Sudek’s work presented by Stuart Franklin impressed me / touched me strongly and, to confess, that I did not have, until those days, a lot of notion in what it constituted and how passionate it is. humanistic photograph of this unmistakable Sudek style that, even without showing any human being in the photos, manages to pass such a strong emotion to people who appreciate his photos.

Sudek lost his right arm (from his shoulder) in World War I (Australian friendly fire on the Italian currency) and only in the period of convalescence that he dedicated himself to photography. It’s called ‘The Prague Poet’.

His main work is undoubtedly the “The Window of my Studio” of photos taken from the window of his studio (he was a very reclusive person) where a contorted apple tree is the background of a large number of his wonderful photos.

Stuart Franklyn comments at the end of the chapter: “It seems to me that Sudek´s work is humanistic in every sense of an eveloving idea. It is emancipatory in its bid for freedom. It is anthropocentric in its psychological reflection on the human condition. And it is passionately human in its explanatory power, its rejection of geometry and its redemptive vitality. His work is, as John Banville put it, “suffused with life”.

If you don’t know anything about Josef Sudek, it’s worth seeing his photos and reading his life story. You will fall in love, as I fell in love. I reproduce below some of his photos from “The window of my studio” referring to the period 1940-1954. Perhaps one of the reasons I have always liked the (aesthetic) style of photography by Josef Sudek (and other photographers along the same lines) is that I was born in 1947, a period when Sudek was doing this work.

“A janela de meu estúdio” por Josef Sudek (1986-1976).

(texto escrito por Antonio Mozeto em 24/julho/2017)

Talvez não devesse começar este post convidando-o(a) a lê-lo integralmente. Mas, Vc verá que o assunto nele tratado é extremamente atual dado que tem tudo a ver com essa condição de distanciamento social (atrever-me-ia até dizer, de reclusão social) que o mundo vive nesses tempos de COVID-19.

A história que quero contar começa assim.

O fotógrafo documental e escritor, Stuart Franklin, autor do livro “The Documentary Impulse” (Phaidon, 2016) comenta, de forma muito rica em detalhes e precisão, trabalhos de vários grandes fotógrafos documentais de todos os tempos e, concentra-se à partir de um ponto do livro sobre o que é e quem foram os grandes ‘fotógrafos humanistas’. Nesta altura do texto (capítulo chamado: “Photography´s bid for a better world” que talvez possa ser traduzido por ‘a oferta da fotografia para um mundo melhor’) questiona (aos leitores e creio, à si próprio): “So, is humanistic photography contingent on a human subject?”, dado que até este ponto o livro (à página 77) ele reporta muitos projetos em que a fotografia documental não abre mão de estar enquadrada em, e enquadrando pessoas.

Aí, então, examina e discorre sobre os trabalhos de vários autores (fotógrafos) em que suas fotografias não incluem pessoas e ainda assim, e em muitas vezes, de forma mais eloquente, é até mais humanística que outras que enquadram pessoas. Debruça-se então sobre o trabalho e a vida do grande fotógrafo checo Josef Sudek (1986-1976) (além de comentar mais brevemente o lado humanístico da fotografia de alguns outros autores como André Kertész e Walker Evans e outros, bem mais atuais, como Shannon Jensen e Donavan Wylie).

Escrevo tudo isto para relatar que a análise do trabalho de Josef Sudek apresentada por Stuart Franklin impressionou-me/emocionou-me fortemente e, para confessar, que não tinha, até esses dias, muita noção no que se constituía e o quanto apaixonante é a fotografia humanística deste estilo inconfundível de Sudek que, mesmo não mostrando nenhum ser humano nas fotos, consegue passar tão forte emoção às pessoas que apreciem suas fotos.

Sudek perdeu o braço direito (a partir de seu ombro) na I Grande Guerra (fogo amigo australiano na divisa italiana) e só no período de convalescência que se dedicou à fotografia. É chamado de ‘O Poeta de Praga’.

Seu principal trabalho sem dúvidas é o “The Window of my Studio” de fotos feitas a partir da janela de seu estúdio (ele era uma pessoa muito reclusa) onde uma macieira contorcida compõe o fundo de grande número de suas maravilhosas fotos.

Stuart Franklyn comenta ao final do capítulo: “It seems to me that Sudek´s work is humanistic in every sense of an eveloving idea. It is emancipatory in its bid for freedom. It is anthropocentric in its psychological reflection on the human condition. And it is passionately human in its explanatory power, its rejection of geometry and its redemptive vitality. His work is, as John Banville put it, “suffused with life”.

Se Vc não conhece nada sobre Josef Sudek, vale a pena ver suas fotos e ler sua história de vida. Vc vai a se apaixonar, como eu me apaixonei. Reproduzo abaixo algumas de suas fotos do “The window of my studio” referentes ao período 1940-1954. Talvez uma das razões de sempre ter gostado do estilo (estética) da fotografia de Josef Sudek (e de outros fotógrafos na mesma linha) é que nasci em 1947, período em que Sudek realizava este trabalho.

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